Com novos parceiros projeto deve alcançar 100 mil unidades doadas à profissionais de saúde de diversos municípios do país

Os protetores faciais criados pelo projeto Face Shield Nova Friburgo chegarão aos estados mais distantes do país. A nova meta é alcançar a produção de 100 mil unidades doadas e parte delas serão levadas pela Força Área Brasileira, nova integrante da rede colaborativa. Mais de 10 mil componentes já foram enviados para Brasília, Manaus e Recife e outras entregas deverão acontecer nas próximas semanas.

Mais de 50 mil protetores faciais já foram doados para os municípios do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso e Alagoas. As novas remessas chegarão a médicos, técnicos e enfermeiros, além de outros profissionais e instituições de saúde, através de instituições e grupos makers que trabalham com inovação aberta, o que dá novo alcance a iniciativa.

Os novos parceiros se unem ao projeto vitorioso liderado por professores e pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Universidade Federal Fluminense (UFF), empresa Persona 3D, Firjan SENAI e indústrias —Thurlerflex, Stam, Hak, Suspiro Íntimo, Vetroresina, Fermoplast, Injetec de Friburgo, Remo Polímeros, Grupo PSA e Braskem.

Segundo o coordenador do projeto Face Shield Nova Friburgo, Lucas Lima, com novos parceiros e apoiadores será possível ampliar uma iniciativa que entrega algo tão positivo para a sociedade em um momento tão difícil para todos. “A meta inicial era produzir 3 mil máscaras para os profissionais da cidade. Hoje a gente vê a possibilidade real de chegar a 100 mil, uma marca muito acima do esperado, e levar essa iniciativa para os estados mais distantes do país. Estou muito feliz em coordenar um projeto que faz grande diferença para os profissionais que salvam vidas e atuam no combate ao coronavírus”, afirma.

O gerente de Sustentabilidade da Firjan, Jorge Peron destaca o senso de colaboração e a soma de esforços como fatores de sucesso para o atendimento das demandas da sociedade e da rede pública de saúde nesse momento tão delicado. “Essa ação só foi possível a partir do envolvimento coletivo e da vontade de fazer diferente. O resultado dessa ação reforça um dos objetivos do programa Resiliência Produtiva: promover a conexão entre a esfera produtiva, institutos de pesquisa e universidades, buscando respostas ao atendimento à saúde da sociedade”, garante.

Os protetores faciais são compostos por três partes: a viseira (arco), o visor (lente) e a faixa de fixação. Ela cobre uma extensão maior do rosto, protegendo do contato com gotículas expelidas pelo paciente por tosse ou espirro e, por isso, se tornou item essencial no dia a dia dos profissionais de saúde.

Os primeiros protótipos foram feitos em impressoras 3D, onde os arcos demoraram cerca de uma hora e meia para ficarem prontas. Os elásticos, que auxiliam no conforto e estabilidade do equipamento, foram doados pelo setor têxtil e as lentes são cortadas a laser nos laboratórios FabLab da Firjan SENAI.